domingo, 27 de julho de 2008

NA ESCURIDÃO DO MEU QUARTO

Na escuridão do meu quarto, vivo a minha imaginação silenciosa. Aquela que a noite fria me retirou. Amo e conquisto em meus sonhos, o que a vida em sonhos me levou. Com meus olhos fechados imagino um mundo que não tenho quando a luz me ilumina. Encontro quem amo, e deixo quem amo me encontrar a mim. Sussurro ao ouvido da noite, e peço-lhe que me abraçe. A noite arrefece cada vez mais e meus braços já não são tão longos para chegar até onde te encontras. Lá fora ouço o vento soprar, nem parece que é Verão. Ontem quando acordei, o céu chorava. Perguntei aos céus a razão de tal tristeza... mas eles não me souberam dizer. Pela noite dentro parece que o vento segreda aos anjos, o que vai dentro de mim. Entrego em seus braços meus sonhos, para que possam fazer deles realidade. Eu sei que milagres não posso esperar, mas apenas que construam uma realidade diferente... que me vivam e me encontrem, que me procurem e me entreguem nos braços de quem vive na minha imaginação silenciosa, nos braços de quem vive em meu coração, no silêncio da escuridão do meu quarto...

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