quarta-feira, 23 de julho de 2008

REFÚGIO

Com ou sem a lua a noite vive, com ou sem as estrelas a noite se ilumina, com ou sem a minha presença alguém caminha lá fora. A noite vive, mesmo que eu pare apenas para a olhar. Sentado num canto da lua observo. Vejo o quão pequenos somos neste pequeno teatro que é a vida. Actuamos na peça que nos foi atríbuida e desempenhamos o melhor dos papéis que é viver, com ou sem palco. Somos pequenos peões, pequenas peças que completamos os espaços vazios dum mundo escaço de movimentos. Lá fora uma brisa fria sopra nas apertadas ruas da noite. Em cada canto uma esquina em cada esquina um sopro. Tudo está calmo, parece que a paz reina no palco. Nem as 7 pancadas de Moliére acordam os mais agitados anjos. Sobre a rua incide a luz de uma única estrela, seu nome eu sei mas não vou divulgar, acordou para iluminar o caminho que irei percorrer desde a lua até meu refúgio, numa esquina onde o vento sopra, numa esquina onde não mora ninguém.

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