quinta-feira, 3 de julho de 2008

SETE VIDAS

Poderá o gato ter sete vidas ao mesmo tempo, vivê-las e absorvê-las assim como a nossa bebe de nós. Saltar, pular, fazer as maiores acrobacias. Arriscar sempre com outra hipótese, e outra, e outra, até as sete se esgotarem. Parecer ter pilhas sem fim. E ter depois o outro lado, aquele em que nos olham nos olhos como se tentassem perceber o que vai dentro de nós. Não percebem, mas sentem. Ficam do nosso lado, fazem as maiores palhaçadas como se de bobos da corte se tratassem, fazendo-nos sorrir mesmo quando uma lágrima escorre pelo rosto. Fazem da noite o seu dia, e do dia a noite deles, dormem como se não houvesse amanhã, e comem como se o mundo fosse acabar. Vivemos para eles, porque afinal quem parece mandar num mundo muito próprio de quem se dá ao luxo de ter sete vidas, são eles.

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