domingo, 3 de agosto de 2008

PONTE

Aperto aquele que sinto no meu peito, aperto que não vive pela força que lhe é imposta pela razão de viver. Por entre sinuosos caminhos olho o sol que lá fora brilha, mas de tão apertado que o caminho é, apenas me envolve numa fresca sombra. Motivo que seria óptimo para o comum dos mortais, num dia tão recheado de calor como o de hoje. Mas eu não, eu preferia ser bafejado por esse calor, e olhado por esse enorme sol. Aquecer meu corpo e construir sobre mim e a ponte que me leva até ti um enorme arco-íris de cores imensas, apenas porque por instantes algumas gotas seriam bafejadas desse enorme rio que está entre nós. Faço de mim, reflexão do tempo que trás ansiedade, e vivo segundo a segundo, como o mais preciso dos relógios. Procuro em mim aquilo que o mundo não me oferece, procuro a minha alma que voou para onde? Não sei?, mas que também ainda ninguém encontrou. Mas enquanto viver esperarei. Esperarei que das pontes se façam caminhos, que dos caminhos se faça vontade e que da vontade se construa a razão de poder estar contigo de novo, longe do aperto no meu coração, com minha alma a te olhar e com a razão de viver a dar toda força a este sol imenso que nos ilumina e que faz de nós anjos de um mundo melhor... arco-íris da vida.

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