terça-feira, 19 de agosto de 2008

ESCREVER

Escrever pensamentos, palavras soltas, desabafos, amores, paixões, desilusões, frustações, leva-nos a usar a palavra como nosso objecto de apoio, suporte, transporte, auxílio ou até mesmo ombro amigo. Na linha ilusória da folha da nossa imaginação deitamo-la e estendemos todo um conjunto de palavras que de tão extenso que é, quase me atrevo a chamar-lhe frase. Rima sem sentido, o que se sente por motivo. Escreve-se sem fim, num espaço confinado aos desejos da nossa mente e do nosso coração. Vive-se as palavras enquanto elas nos dão a mão. Tocamos as teclas ou pegamos na caneta e damos asas ao desejo de criar. Damos espaço às palavras, pois são elas que aqui pautam a canção. Finaliza-se a prosa ou até mesmo o poema. Termina a balada que entoa pelo tempo, que por muito curto que seja, para nós será sempre o nosso tempo, o tempo que a palavra carregar o toque que sentimos abraçar.

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