quinta-feira, 28 de agosto de 2008

MIL E UMA HISTÓRIAS

De mil e uma histórias vive o mundo. Algumas sem canto nem recanto para contar, o que a pobre alma quer ouvir. Perdida nas linhas da memória, que sem perder fio à história vai deliniando no pensamento, as palavras que irá contar ao vento numa prosa sem fim. Ouvem-se palavras a cair do céu, como estrelas cadentes. Brilham e passam desplicentes ao ouvido de quem as ouve. Sem dar nem oferecer a mão, sem levantar o rosto e pedir perdão, passa a história, inglória, por um desfecho triste. Que apesar de ter vivido de punho em riste, acaba nas ruas da amargura, escorrendo junto a um passeio. Sem condições nem asseio, se limpa a história da memória, mas gira o mundo e não pára e mil e uma novas glórias vivem para se contar.

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