sexta-feira, 15 de agosto de 2008

NAS ASAS DO TEMPO

Todo o tempo que passa por nós tem asas. Voa lá bem alto, onde ninguém o pode agarrar. Vive nas ondas do dia, oscila no sopro da noite. É dono de si mesmo e olha-nos lá bem do alto em cada segundo que passa. Bate e rebate, como um compasso e conta todos os tempos, fortes e fracos. Voa nas asas dos ponteiros que nos dirigem, como se de batutas se tratassem. Eu sou um apaixonado por relógios, confesso, mas não escravo do tempo. As batidas que o tempo me oferece não são chicotadas que me pautam numa folha, como se de uma nota de música me tratasse. Mas muito pelo contrário, são baladas de encantar, tons de embalar. Ondas do meu dia que plana sobre mim em suas asas.

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