terça-feira, 26 de agosto de 2008

ROSA VERMELHA

Baixos são os sons que emanam das profundezas. Ouvem-se bem lá do fundo, quase inaudíveis ao comum dos mortais. Uma ligeira brisa fria arrepia a nossa derme. Ficamos alertas. Vivemos o incerto com a razão de estar no lugar certo. Curiosa e expectante a nossa íris abre-se no seu máximo, para não perder nada do que o vazio nos têm para mostrar. Escura é a noite, assim como tudo o que nos rodeia. Um agradável aroma percorre o ar, deixando todos os meus sentidos em alerta. Nada consigo, ver ou sentir... apenas consigo cheirar. Doce beijo teu aquele que vive em minha boca. Olho ao fundo e como que uma luz vermelha se faz notar, perante todo o cinza. Estico minha mão e sinto algo a penetrar minha pele, perante tal, toco devagar no incerto e tento sentir o que de tão belo emana tal aroma. É uma rosa vermelha. Vermelha como o sangue que agora escorre da minha mão, vermelha como o aroma doce que percorre o ar e emana paixão.

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