terça-feira, 30 de setembro de 2008

SOPRO FRIO

Azul o tecto que nos acolhe,
Sobre um mar imenso de luz,
Nublado pela manhã como que ensonado,
Sorridente pela tarde como que nos seduz.
Estende-se o dia na palma da nossa mão,
Agarra-se a noite com sonhos e ilusão.
Sobre um sopro frio que nos faz pensar,
Na imensidão das estrelas no brilho do luar.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

VIDA INCERTA

Vida incerta a que nos circunda,
Que nos carrega e não nos pergunta,
Que rumo lhe dar ou a que destino rumar
Gira e roda no meio da confusão
Coloca-nos sós no meio do turbilhão.
Não fazemos escolhas,
Não tomamos decisões
Pois o destino está traçado
A vida incerta que nos circunda
Num dia-a-dia agitado.

HOMEM DO LEME

Sozinho na noite um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito ofusca as demais.
E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo do mar jazem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos descanso eterno lá encontraram.
E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo horizonte sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo foge o futuro, é tarde demais...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder.
http://www.youtube.com/watch?v=9AvUeoH81ZI
Em tua memória Mafalda.

domingo, 28 de setembro de 2008

SEM SER CONVIDADO

Sem ser convidado entrei,
Sem ser avistado percorri,
Sem tocar no passado guardei,
O que sem te pedir vivi.
Vivi teu toque suave como seda,
Sobre um aroma de cumplicidade,
Sem ser convidado beijei,
Os teus lábios finos de verdade.
Guardei teu beijo na minha boca,
Com seu sabor profundo e doce,
Sem ser convidado abraçei,
O que o momento me trouxe.
Não digo nunca ao futuro,
Ao que sinto e ao que vejo,
Sem ser convidado transporto
O melhor que viveu e vive em nós
O toque doce de um beijo.

AMOR DESCARTÁVEL

O que aconteceu às histórias de amor que davam nome à História? Que reuniam famílias, que faziam corar o mais céptico? Vive-se uma Era onde o amor se tornou descartável. Usa-se e deita-se fora. Onde é mais importante tudo o resto, em relação ao que é o amor. As pessoas nem se quer se preocupam em compatibilizar o que tem com o que sentem. O ponto final é sempre a solução mais fácil quando qualquer coisa não bate certo. Todos nós sabemos que vivemos uma altura onde as vidas se tornaram mais exigentes, onde o espaço e o tempo que temos para amar já não é tão grande. De longe ser um defensor de que as pessoas devem tolerar tudo, mas sou um defensor que quando se ama vale sempre a pena lutar por quem se ama e que arranjar uma solução para resolver a situação é sempre possível. Abrir mão do amor é abrir mão de algo tão importante, que nos desvenda na vida um leque infindável de emoções. Amar não é uma vulgaridade, é uma dádiva que nos é dada quando "aquela" pessoa vive dentro de nós. Parece que está instítuido o final como a solução mais fácil para tudo. Está criada a "moda" onde quem não têm pais divorciados é que não é normal. Quase que é mais fácil abandonar uma relação quando não está bem, do que um carro quando nos dá problemas, o trabalho quando não está a correr bem, entre inúmeras outras coisas que podia passar a noite a contar. Sei que o futuro a Deus pertence e que jamais passa por nós o controlarmos, mas confesso que gostaria de viver o amor, amar, deixá-lo viver a mim... e no tempo tornar apenas como descartável todos os problemas que sempre existirão pela minha vida fora.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

PACIÊNCIA

A vida é um acaso. Encontramo-nos com ela sempre no virar da esquina, metemos dois dedos de conversa e ela desenrola-se para nós. Temos longas conversas. É difícil a apanhar pois ela não pára. Por isso surpreende-nos ao acaso. Nem sempre nos traz o que queremos, mas nem sempre o que achamos que queremos é o ideal. É a primeira a nos apanhar e nos pregar grandes lições quando erramos, mas igualmente a nos oferecer momentos bons, quando sabemos estar, perdoar, reconhecer, viver e amar. Pede-nos paciência quando achamos que o tempo é curto e dá-nos tempo quando queremos saborear um pouco mais dela. Por vezes leva-nos quem menos esperamos, mas também dá-nos espaço para guardarmos esse alguém dentro de nós. Deixa-nos pedir o que pretendemos, deixa-nos sonhar e por vezes realizar nossos sonhos... e apenas nos pede um pouco de paciência.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

MEU ESPAÇO

Estáticos movimentos rodeiam meu espaço
Olham-me com mil olhos e tomam-me em seu regaço
Guardam-me num canto para não me partir
Acolhem-me quando chego, libertam-me no sair
Confortam-me quando o cansaço já me toma
Exortam-me com suas cores e formas
Dão-se a mim como se de uma tela se tratasse
Pinto os espaços com as cores que a alma me dá
Sem segredos nem temores exponho o que pintei
Uma enorme tela em branco, pois nada vejo... nada sei.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

SENTIMENTO

Definir-te a ti sentimento, em palavras, é como navegar em turvas águas. Acabamos sempre por não saber o que dizer e quando dizer, e afogamo-nos por completo. Para te definir será sempre preciso viveres e dares vida, a mim e a quem meus olhos vêem. Tu alimentas os momentos, propicias os eventos, adoças com tuas ideias as pausas em que tudo vive dentro de nós. Dás luz quando nos sentimos perdidos na escuridão, escureces quando o momento já nos deu a mão. Passas por nós com desdém quando já não te interessa ninguém, reservas o espaço quando esse espaço já é de alguém. Dás voz aos sorrisos, às gargalhadas, às palavras que por vezes até saem sem sentido quando o momento é apetecido. És companheiro das noites vazias, amigo no nascer dos dias, és espelho do rosto que reflecte em mim, a imagem desse alguém que vive e jamais partiu... que atravessou a ponte mas jamais o rio.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

EM QUE SENTIDO PARTISTE?

Em que sentido partes para a vida?
Para que eu te possa dar a mão
Percorrer o caminho que se nos oferece
Percorrer o caminho sem senão
Viver o dia como ele se apresenta
Inventar toda a gente inventa
E nós porque não? Inventamos sim!
Percorremos este caminho sem fim
Saltamos, cantamos, rimos da vida
Pois para lhe dar um sentido igual
Temos que abraçá-la com força tal
Que jamais ela escape de nossos braços
Que não escape das nossas mãos
Agarrá-la com sentido para ser vivida
No sentido em que partiste para a vida.

domingo, 21 de setembro de 2008

MERGULHAR NA VIDA

Hoje o dia nasceu com uma sombra sobre si. Tímido, encobriu-se de nuvens, cerrou seus olhos e fechou-se na manhã cinzenta. Curtas lágrimas caíram sobre nós, também elas tímidas. Acordei a olhar para ele e sem querer acreditar que ele apenas teria aquilo para nos oferecer, corri para a vida. Percorri o que os minutos me ofereciam, deixava os gestos ao acaso e fui até à praia ouvir a calma melodia que as ondas nos sabem oferecer. Olhei para o céu vezes sem conta... e a sua timidez jamais desaparecia. Mas a vontade do sol era cada vez mais forte, bafejando-nos com seu calor, rapidamente secou todo aquele tecto cinzento que nos cobria e mostrou o mais belo dos sorrisos. Não deu para muito, pois a tarde já se fazia sentir curta. Mas deu ainda para me sentir abraçado pela força das ondas que de já não sentirem o calor de tanta gente, fazem-se frias a quem se oferece nos seus braços. Os dias começam a se fazer sentir curtos mas terão sempre a vida e o tempo que queiramos dar e viver. Agora deito-me sobre o mesmo dia que cerra seus olhos e se deita sobre o manto azul-escuro que cobre os céus. Será o amanhã igualmente cinzento? Chorará o céu para nós? Nada sei... apenas vivo o que este momento me dá. E será sempre esse momento que jamais me perdoará se o deixar passar por mim sem olhar por ele.

sábado, 20 de setembro de 2008

PENSAR

Hoje pensei todo o dia...
Podia contar no que, mas não encontraria a razão.
Podia até encontrar a razão mas não encontro o significado.
Podia até encontrar o significado, mas como conseguiria fundamentar.
Mesmo que fundamentasse será que encontraria o que procuro.
E se procurasse será que te encontrava.
Mesmo se te encontrasse será que te podia contar.
Será que se te contasse entenderias.
E se entendesses ouvirias o porque.
Pois se ouvisses saberias por que me ocupaste a cabeça todo o dia.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

BELO

Belo o tempo que estou em teus braços
Belo o tempo que passa e não me largas
Belo o olhar que me dás e que eu te devolvo
Belo o mistério que nos envolve no momento
Construímos a verdade que nos circunda
Criamos o espaço que nos envolve e nos inunda
Navegamos na energia de nossas mãos
Perdemo-nos nos sinuosos caminhos de nossos corpos
Bebemos do tempo e deixamos que ele beba de nós
Damos luz aos segundos que viram páginas de história
Saltamos os silêncios para darmos minutos à voz
Trocamos segredos, vivemos enredos
Existimos um para o outro em cada fechar de olhos que damos
Vivemos o desejo de nos perder e de nos encontramos
De construir o que nunca evitámos
Zangas, chatices, discussões… quem as não têm?
Mas importante e mais que tudo
É amar-te como nunca amei ninguém.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

SEMPRE & NUNCA

Podemos travar-nos de razões,
Mas crer e sentir não nos faz caminhar,
Aquilo que a tocar e a sorrir,
Continuamos a acreditar.
Olhar e ver jamais nos impediu de pedir,
O que sempre e nunca confiámos...
O que deixámos partir!
Mas o sol nunca deixou de nascer lá fora,
Nem a lua de se deitar,
Por isso por que me esconder?
Se sempre e nunca deixei de te amar.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

ÁGUA DOCE

Água doce esta que chove sobre meu rosto, dias de Outono aproximam-se. Algumas folhas começam a cobrir meus pés. O tráfego agita-se, o ruído toma conta do ar. As pessoas tomam conta do espaço. E o mundo... o mundo esse deixa de girar devagar. Mas calmo, desfruto do primeiro cheiro da terra molhada. A noite torna-se eterna e o dia... esse torna-se madrugada. Os meus sentidos ficam alerta! Os cheiros, os sons, o que meus olhos vêem e o que as minhas mãos tocam, fazem desfrutar do que aí vem com grande alegria. Jamais poderia ser de outra forma! Pois não me rendo à melancolia e da água doce que em meu rosto cai, não se transforma em água salgada que de meus olhos choveria.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

TOQUE DO ANJO

Abro as asas que cobrem minhas costas
Para ao mundo exibir todo o seu explendor
Viro o rosto como que olhando para trás
E quem vejo eu? O mundo em meu redor
Sinto todos aqueles olhares sobre mim
Reservado cubro minha tímidez
Para quem se exibia sem pudor
Acreditei que tinha chegado a minha vez
Fecho meu olhar e olho para baixo
Como que pregado no chão
Mas em baixo nada vivia, nada morava
Olhei então para ti e toquei teu rosto
Ganhaste vida em minha mão.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

MULHER

Sozinho nesta noite quebrada olhei para cima e caiu do céu. Seu toque era suave como seda, olhar de anjo, andar de princesa. Sorriso sedutor, mas porque eu? Porque não nas mãos de outro alguém. Dizes-me que existe quem saiba a razão de isto acontecer. Ao meu lado não existe ninguém, mas vou abrir meus braços e sentir teu calor. Aqueces meu corpo apenas com teu toque. A noite é fria, mas pelo teu toque jamais será vazia. Aconchegas meu corpo junto do teu e preenches-me a alma. Que de tão distante te sentir já como que tinha deixado de existir. Alimentas então meu pensamento, com o doce do teu olhar. Sorris entre finos lábios que outrora em minha boca viveram. Tímido toque o que vive em tuas mãos, grande bater o que sinto de teu coração. Sinto vida dentro de ti... e por isso sorri. Agora sei porque me caíste do céu, para guardar no teu sorriso um sorriso meu.

domingo, 14 de setembro de 2008

ABRAÇO

Abraço o tempo para não o deixar escapar
Abraço o dia para ele não ter fim
Abraço o pôr-do-sol até ele acabar
Abraço o frio da noite que se abate em mim
Abraço a lua que está cheia
Abraço a estrela e a constelação
Abraço quem me procura e traz na ideia
Em meus braços descansar a razão

sábado, 13 de setembro de 2008

ACREDITAR

Acreditar na fé que vive dentro de nós
Cria a força e o amanhã
Tudo o que possamos pretender
Sozinho não viveremos
Pois a palavra não alimenta
Mas ajudará a viver
Mas temos sempre o nosso interior
Que por muito pequeno que seja
Estreita a linha entre a felicidade e a dor
Procurar a peça no palco da vida
Não faz de mim bom actor
Pois vivo a sinceridade jamais perdida
No coração de um pobre trovador

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

AUSENTA-SE

Ausenta-se o corpo quando não tem presença
Ausenta-se a alma quando não vive e se alimenta
Ausenta-se o olhar e o vazio
Ausenta-se quando não vê e sente frio
Vive e bate o coração aquece o corpo e dá visão
Abre as portas do dia e vive a luz
Ausenta-se a presença do que mata e não seduz

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

VENTO

Hoje lá fora o ar corre que nem louco, leva tudo pela frente. Parece que foge do vácuo. Empurra-nos como que querendo que siguemos com ele. Para onde? Só ele o saberá. Tudo esvoaça, como que dançando às mãos do ar que nos rodeia. Na esquina ouço-o assobiar. Será que me chama?... ou estará apenas a entoar uma desordenada melodia. Tudo se move ao seu passar, nada consegue ficar indeferente a tal inquietude. Perguntei a um estranho que ia a passar, o que era todo aquele desassossego que o ar trazia hoje com ele. Ele como que tentando se afastar de tudo que voava em sua volta, gritou-me "É o VENTO que hoje parece que vem nas asas do diabo!" O diabo esse não o vi e se ele passou já tinha sido levado pelo ar que agarrava tudo e todos. Recolhi-me então e observei pela janela toda aquela desarmonia organizada, onde parecia que o vento assobiava para tudo o resto dançar no ar.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

SOL DO AMANHÃ

O sol acorda para o mundo o ver, resplandecente em toda a sua plenitude. Tímido, sem deixar que o olhemos, mas harmonioso quando nos abraça com seu calor. Dá alento ao dia e percorre o céu de uma ponta à outra como se nos observasse de todos os ângulos. Optimista distríbui boa disposição, carrega energias quando as nossas baterias começam a falhar e alimenta de vida o enorme colorido de flores. Desde pequeninos que todos sabemos quem ele é, pois quem nunca desenhou um sol com um sorriso... creio que ninguém. Nunca enganou ninguém, pois a sua luz é tão brilhante que coloca na sombra qualquer tristeza que alimente o dia. E quando se deita, sobre o manto laranja deixa um mito de saudade mas ao mesmo tempo alimenta a esperança do amanhã.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

SORRI

Sorri o sol reflectido no mar
Sorri a vida para animar
Sorriem as estrelas e dançam no céu
Sorris tu, e sorriu eu
Sorri a história que passou
Sorri o futuro que nos abraçou
Sorri o mundo que não pára de girar
Sorri a lua reflectida no mar

BARCO

De quanto vale o vento soprar
O amanhecer e o sol nascer
De quanto vale o rio passar e desaguar no mar
De quanto vale o barco se perder
O escuro da noite e a lua aparecer
De quanto vale ela brilhar
Se do barco já ninguém ouviu falar

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

IMORTAL

Imortal o sentimento que me acompanha
Vive e sente o que a palavra jamais desmente
Percorre horas da vida sem nunca se perder
Pois jamais desaparece quem se ama
Quando o coração bate e não deixa de viver
Estradas perdido sem nada fazer sentido
Procurando caminhos sem razão
O que procuro existe e vive
Bem dentro de meu coração

CINCO SENTIDOS

Suave pele a que toco, de fundo ouço teu respirar
Doce o sabor de teus beijos e cúmplice o teu olhar
Respiramos junto um do outro onde sinto teu calor
Abraçamos o tempo, vivemos a vida
Cinco sentidos... em momentos de amor

domingo, 7 de setembro de 2008

PEÇO AO SONHO

Dormir sobre a sombra de um sonho, transporta-me para mundos inimagináveis de realidades absolutas onde posso ser rei ou o mais pobre dos mendigos, onde amo e me deixo ser amado, onde me vivo e onde me perco. Sonho a vida que passou e o desejo do que se possa passar. As tristezas que me vivem e os sorrisos que me levam. Sonho a vida que é rara e que no dia-a-dia me ampara. Sonho as paredes que me isolam e o mundo que para mim és. Sonho o sonho que sempre foste e o sonho que trouxeste para dentro de mim. Agradeço à vida realizar-te de um sonho... peço-te ao sonho numa vida sem fim.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

MEU PAI

Meu pai, a ti te falo... sei que me ouves, sei que me vês e que estás aqui por mim. Sinto a tua falta todos os dias, da minha vida. Sempre foste mais que pai, sempre amigo e companheiro. Sei que me ouves quando contigo falo... sei que sabes o que te peço. Ajudaste-me em tudo o que construi e tenho. Sei que foste minha cabeça e minhas mãos, quando a força e a mente já me faltavam. Eu sei que se calhar te estou a pedir demais, mas pelo menos sei que me ouves. Gostaria que fosses meu coração e me ajudasses a trazer quem amo. Se existe alguém que sabe o quão sincero é o meu amor és tu. Tu que és a noite quando chego a casa e o dia quando me levanto, aquele que ouve as minhas preces e que ampara as minhas lágrimas quando escorrem de meu rosto... ajuda-me e fica a meu lado. Pois ter o mundo à minha volta, mas faltar quem amo... é viver tão só quanto estrela em enorme céu vazio. Pai... a ti peço, tu que me amas, peço a tua força... para trazer de volta ao meu mundo quem mais amo. Beijo.. e até um dia.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

AMANHÃ

Se o amanhã existir...
Dançarei até não parar
Farei correr mil sorrisos
E outros tantos irei abraçar
Cantarei em alta voz
O que o mundo tenha para me dar
Esticarei meus braços
E acolherei o que do céu cair
Hoje caem lágrimas
Mas amanhã quem sabe, sorrir...
Apenas se o amanhã existir









terça-feira, 2 de setembro de 2008

ESPERANÇA

Procurar a conquista e viver a esperança
Alimenta o sonho que a vida dança
Canta a canção que a palavra diz
Ama a mulher e sê feliz
Vive o melhor que podes ter
Pois o mal também nos alcança
Quebra, quando assim tiver de ser
Mas jamais percas a esperança!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

SILÊNCIO DAS PALAVRAS

Repousando nas estrelas ouço um silêncio ensurdecedor que me inquieta. Consigo perceber que é ténue a linha que nos separa. Mas extenso o caminho que nos afasta. Percorro a imensidão que é o mar de estrelas à procura desse mesmo silêncio que me desperta. Tento me encontrar no negro do céu e perder no brilho das estrelas. Sentir o que a Lua me sussurra ao ouvido e procurar do outro lado se o silêncio vem de lá. Sigo o que me perde, e perco-me no vazio das palavras. Inquieta-me não as ouvir, ou por outro lado sentir que elas estão lá, que alguém as vê, que alguém as sente, que alguém as pensa... mas que ninguém mas diz. Sei que elas estão no final do extenso caminho, encobertas pelas nuvens que encobrem o céu que percorro... mas sem vontade de se mostrarem. O silêncio continua insurdecedor... mas percorrerei o extenso caminho até ultrapassar a linha que nos separa, e como quem abre uma porta, abrir a vontade às palavras... pois melhor que ouvir as tuas palavras é senti-las espelhadas no doce do teu olhar.