segunda-feira, 1 de setembro de 2008

SILÊNCIO DAS PALAVRAS

Repousando nas estrelas ouço um silêncio ensurdecedor que me inquieta. Consigo perceber que é ténue a linha que nos separa. Mas extenso o caminho que nos afasta. Percorro a imensidão que é o mar de estrelas à procura desse mesmo silêncio que me desperta. Tento me encontrar no negro do céu e perder no brilho das estrelas. Sentir o que a Lua me sussurra ao ouvido e procurar do outro lado se o silêncio vem de lá. Sigo o que me perde, e perco-me no vazio das palavras. Inquieta-me não as ouvir, ou por outro lado sentir que elas estão lá, que alguém as vê, que alguém as sente, que alguém as pensa... mas que ninguém mas diz. Sei que elas estão no final do extenso caminho, encobertas pelas nuvens que encobrem o céu que percorro... mas sem vontade de se mostrarem. O silêncio continua insurdecedor... mas percorrerei o extenso caminho até ultrapassar a linha que nos separa, e como quem abre uma porta, abrir a vontade às palavras... pois melhor que ouvir as tuas palavras é senti-las espelhadas no doce do teu olhar.

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