segunda-feira, 27 de outubro de 2008

CHUVA

Tarde escuras que agora se fazem sentir. Escondem pequenas gotas de água que se libertam ao sopro da fina brisa que gela o mais belo dos sorrisos. A Ísis cola-se ao vidro como que a ouvir o cair das finas gotas e olha para mim com seus olhos dourados. Não percebe o porque do seu dia se deitar mais cedo. Suspira o vento de tamanho evento que de sorriso apenas nos trás aquele que vive contigo. Saudades de tenros tempos, onde a preocupação não me ocupava espaço e onde correr debaixo de tamanha manta de água me arrancava sorrisos. Poça atrás de poça, gota atrás de gota, fazia-me percorrer tamanha imensidão. O chão era infinito e a chuva, fiel companheira. Admito que todos os castigos e tudo o que ouvia de minha mãe e de meu pai por aquele momento, valiam a pena pela sensação de liberdade que me acompanhava e me fazia viver. Naquela altura não se pensa no hoje... no amanhã. Pensa-se apenas no minuto em que eu me dou... em que tu te dás.

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