quarta-feira, 19 de novembro de 2008

UM CONTO

Podia procurar o que no olhar não encontro podia desejar que a vida fosse filha de um conto. Imagino um velhote sentado, sobre seu livro debruçado a contar a história de sua vida distante que de tão inconstante que foi, quase que fazia de si um personagem sem nome. O cenário é frio numa sala pequena e funda. O calor emana de uma pequena fogueira, onde se ouve o estalar da madeira que o fogo consome. Todos nos sentamos a rodeá-lo, o que o faz sentir aconchegado pela atenção e solto no seu coração. A história é longa e os barcos à muito partiram no porto ancorado de sua vida. Mas nossos ouvidos atentos ficarão despertos para sua história comprida. A vida que encontro na história de um conto.

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