quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A TELA

Vi sobre a tela mil cores a jorrarem vida. Formas abstractas. Curvas concretas de caminhos dispersos que sem princípio nem fim, não se descreviam por si só. Uma pequena legenda no canto inferior direito acompanhava tamanha tela. Lá podia-se ler "sem nome". Estranho significado para tão grande amontoado de cor, que sem destino nem dono, não fazia sentido em reino sem trono. Dar vida a uma tímida e branca parede, não é tarefa fácil a qualquer um. Pois seria bem no meio da mesma que ela iria viver. Numa parede sem cor... num mundo a preencher.

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