terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

AVENIDA

Esta noite podes me encontrar, em qualquer esquina ou em qualquer bar. A beber, nem pensar! Apenas a observar os seres que lá habitam. Que infestam o ar, deprimentes de espirítos ausentes e cabeças vazias. Alguns já deitados sobre o balcão, outros ainda a levantar a mão. "Venha mais uma!!!!" como gorilas na bruma, com os pêlos a sairem fora das suas t-shirts cava. Saiu dali, já vi o que tinha a ver. Cá fora uma rapariga com ar sorridente acena a toda a gente que passa de carro, recheada de simpatia, pois como poderia não o fazer. Precisa do dinheiro para comer. Dorme-se pelo passeio fora, frios corpos esquecidos de outrora. Tristes vidas que habitam esta noite. De mãos nos bolsos vagueio sobre a avenida, concentrado nas palavras que saem de meus lábios. Troco dois dedos de conversa com os meus botões e agradeço o que tenho. Não sou perfeito nem sábio. Mas posso me dar ao luxo do prazer da vida, por ela não estar ressentida e me dar sempre mais uma hipótese. Assobio à lua e benzo-me perante a sua luz. Respeito o seu olhar e quem a mim me acompanha bem lá do alto. Eles sabem que é imperativo mudar... e com sua ajuda estou-o a realizar.

6 comentários:

Anónimo disse...

Pareces um miúdo a escrever, assim nos seus quinze anos, ainda cheio de dúvidas ou a pensar ser dono de grandes certezas. Tenta amadurecer, parece um adolescente com os seus textinhos de caca...

Master Of The Wind disse...

~;-)

Master Of The Wind disse...

Podes sempre não vir cá lê-los! Que tal? Achas que a tua maturidade e inteligência ponderaram essa hipótese? Ou o teu único neurónio crítico ainda não teve tempo? Se calhar ainda não se encontrou na enorme avenida que possivelmente atravessa esse cérebro.

Anónimo disse...

Que posso dizer? És o meu guilty pleasure... Shame on me!

Master Of The Wind disse...

So tell me a thing... do I give you such much pleasure as you want, or am I a fraud?

Isa disse...

Quem não tem nada para dizer...fica calado.
Provavelmente quem escreve isto tem certamente alguma coisa para te dizer, mas que não tem coragem para o fazer.