sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

REFLEXOS

Tamanha agrura que pesa, na vontade dispersa de querer pousar. Que absorve as ideias, que de tão feias, te levam a cobrir teu olhar. Escondesse a noite para o dia não a ver nascer, cobre-se o dia de escuro manto para na noite se perder. Desequilíbrio constante, que de tanto mudar de quadrante, tomba de fraco corpo. Desnudo esse teu suspiro, frio esse teu fechar de olhos. Fixos movimentos tornam gelado o que em tempos transportou o calor em teu corpo. Estagno meus gestos para tentar perceber o que existe dentro de ti. Que tão errada rotação este mundo deu, para a terra deixar partir, o que de melhor nela já se viveu.

1 comentário:

Ricardo Kosta disse...

Mt fixe mano, a tua veia poética ta cada vez mais apurada, curti bue